terça-feira, 23 de novembro de 2010

Música, a linguagem universal.


Dizem que a linguagem unversal é o inglês e eu concordava com isto mas, neste domingo a tarde fui obrigada a descordar desta afirmativa pois, entendi, que a linguagem universal é a música.



De sabado para domingo saí para dançar e passei por 5 boates diferentes, com músicas, ritmos e público variados. Em todas haviam várias nacionalidades curtindo as mesmas músicas e os mesmos rítmos, ou seja, um verdadeiro intercâmbio musical.



Mas, minha maior surpresa, alegria, contentamento e satisfação estava reservada para o domingo a tarde em um espetáculo de simplicidade, harmonia, muita cultura e diversão.



A Taberna da Tia Piri Piri é um lugar simples, aconchegante e acolhedor. Daniel e sua esposa sempre recebem seus clientes com muito carinho e com um sorrisão de fazer inveja. O tratamento é de primeira, além do choppinho gelado que é delicioso. Pois bem, em alguns domingos eles tem nos presentiado com uma roda de chorinho composta por músicos brasileiros, holandeses e alemães. Os instumentos musicais eram abundantes e cada um que sabia tocar era em vindo. A participação das crianças com alguns instrumentos de percurssão foi muito bonita e, aqui, até os tamancos holandeses viram instumentos. Lindo demais.



Ver a nossa música tocada e apreciada por outras nacionalidades é algo indescritível. Os rostos eram pura alegria e a linguagem musical era limpa, harmoniosa e feliz.



Parabéns e muito obrigada ao gentis donos da Taberna da Tia Piri Piri. Espero que as próximas rodas de choro sejam tão ricas e agradáveis quanto a do último domingo.


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

II Seminário Organização Sindical do Serviço Social

Colegas/companheiros Assistentes Sociais,

nessa 6ª feira, dia 26/11, acontecerá o II Seminário sobre Organização Sindical dos Assistentes Sociais do Rio de Janeiro, às 17:00h, na UERJ.


Nesse seminário teremos a assistente social Elizabete Borgianni do TJ de São Paulo, ex-presidente do CFESS e presidente da Associação dos Assistentes Sociais e Psicólogos do TJ/SP, iniciando o debate das condições de trabalho das assistentes sociais e o professor Mauro Iasi, historiador e professor da Escola de Serviço Social da UFRJ, articulando essa discussão com o debate das perspectivas sindicais da atualidade.

Será privilegiado o debate! Estamos convidando entidades sindicais para contribuir junto a plenária.


Esse é um momento fundamental para nossa categoria e da possibilidade de retomada desse debate de forma ampliada. Contudo, não apenas visamos dar continuidade ao debate, mas de lá pra cá novos desafios se colocaram para a nossa categoria.

Nossa luta não é fácil, assim como cada vez mais difícil para o conjunto da classe trabalhadora. Precisamos avaliar que perspectivas se colocam para nós no campo da organização sindical. Portanto, situar como hoje o quadro das condições de trabalho dos assistentes sociais e pensar alternativas de organização coletiva para enfrentar esses e outros desafios é tarefa PRIMORDIAL para nós, Assistentes Sociais.

sábado, 20 de novembro de 2010

A pobreza da riqueza

A pobreza da riqueza

Por Cristóvam Buarque

"Em nenhum outro país os ricos demonstram mais ostentação que no Brasil. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres. São pobres porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus de subúrbio. E, às vezes, são assaltados, seqüestrados ou mortos nos sinais de trânsito. Presenteiam belos carros a seus filhos e não voltam a dormir tranqüilos enquanto eles não chegam em cas. Pagam fortunas para construir modernas mansões, desenhadas por arquitetos de renome, e são obrigados a escondê-las
atrás de grades ou muralhas, como se vivessem nos tempos dos castelos medievais, dependendo de guardas que se revezam em turnos.

Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social.

Na sexta-feira, saem de noite para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da Europa não conseguiriam freqüentar, mas perdem o apetite diante da pobreza que ali por perto arregala os olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de comer escondidos, são obrigados a tomar o carro à porta, trazido por um manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar até um bar para conversar sobre o que viram. Mesmo assim, não é raro que o pobre rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, a caminho de casa. Felizmente isso nem sempre acontece, mas certamente, a viagem é um susto durante todo o caminho. E, às vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro de casa ou apartamento.

Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para usufruir o patrimônio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescerão. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam: em insegurança e ineficiência.

No lugar de usufruir tudo aquilo com que gastam, uma parte considerável do dinheiro nada adquire, serve apenas para evitar perdas. Por causa da pobreza ao redor, os brasileiros ricos vivem um paradoxo: para ficarem mais ricos têm de perder dinheiro, gastando cada vez mais apenas para se proteger da realidade hostil e ineficiente, consequência da injustiça social.

A pobreza de visão dos ricos impediu também de verem a riqueza que há na cabeça de um povo educado. Ao longo de toda a nossa história, os nossos ricos abandonaram a educação do povo, desviaram os recursos para criar a riqueza que seria só deles, e ficaram pobres: contratam trabalhadores com baixa produtividade, investem em modernos equipamentos e não encontram quem os saiba manejar, vivem rodeados de compatriotas que não sambem ler o mundo ao redor, não sabem mudar o mundo, não sabem construir um novo país que beneficie a todos. Muito mais ricos seriam os ricos se vivessem em uma sociedade onde todos fossem educados.

Para poderem usar os seus caros automóveis, os ricos construíram viadutos com dinheiro de colocar água e esgoto nas cidades, achando que, ao comprar água mineral, se protegiam das doenças dos pobres. Esqueceram-se de que precisam desses pobres e não podem contar com eles todos os dias e com toda saúde, porque eles (os pobres) vivem sem água e sem esgoto. Montam modernos hospitais, mas tem dificuldades em evitar infecções porque os pobres trazem de casa os germes que os contaminam. Com a pobreza de achar que poderiam ficar ricos sozinhos, construíram um país doente e vivem no meio da doença.

Há um grave quadro de pobreza entre os ricos brasileiros. E esta pobreza é tão grave que a maior parte deles não percebe. Por isso a pobreza de espírito tem sido o maior inspirador das decisões governamentais das pobres ricas elites brasileiras.

Se percebessem a riqueza potencial que há nos braços e nos cérebros dos pobres, os ricos brasileiros poderiam reorientar o modelo de desenvolvimento em direção aos interesses de nossas massas populares. Liberariam a terra para os trabalhadores rurais, realizariam um programa de construção de casas e implantação de redes de água e esgoto, contratariam centenas de milhares de professores e colocariam o povo para produzir para o próprio povo. Esta seria uma decisão que enriqueceria o Brasil inteiro - os pobres que sairiam da pobreza e os ricos que sairiam da vergonha, da insegurança e da insensatez.

Mas isso é esperar demais.

Os ricos são tão pobres que não percebem a triste pobreza em que usufruem suas malditas riquezas."

Feijoada em Rotterdam

Amanhã é dia de feijoada com chorinho na Tia Piri Piri, no centro de Rotterdam
A Taberna fica na Weena 99 - 3013CH, em frente a fonte
Nos vemos lá

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Titãs Epitáfio





Devia ter curtido mais a minha vida e a infância dos meus fihos mas, a vida não volta, o tempo é cruel e o arrependimento corrói.....

Frase do dia




“Um novo idioma é uma visão diferente da vida”


Federico Fellini, cineasta italiano

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Prates culpa governo por acidentes de trânsito no país



http://www.youtube.com/watch?v=xucO96LRI7M





Já tinha visto muitas declarações preconceituosas e racistas ditas publicamente mas, parece, que algumas pessoas estão perdendo a noção do seu preconceito e, a partir disso, falam coisas tremendamente absurdas.



Estou pasma com as declarações do jornalista Luis Carlos Prates em relação aos acidentes e ao tränsito do feriadão.