O que estou fazendo comigo?
Onde foi que me perdi de mim mesmo?
Onde estão os meus valores, conceitos, juízos, destinos?
Onde foi que errei? Será que errei?
Perguntas e mais perguntas.
Respostas frustadas e mal humoradas.
Respostas que se calam diante de tamanha idiossincrasia.
Respostas que se alteram ao esbarrar no antagônico mutuante de minha vida.
Respostas que fogem quando são forçadas a interagir com a realidade pulsante.
Respostas que se afogam em um mar de fugas solitárias em meio à multidão de pensamentos constantes.
Respostas.......de que servem as respostas se elas complicam ainda mais a simples pergunta,
O que estou fazendo comigo?
Por que me escondo, me maltrato, me revelo e me anelo a ti?
O que estou fazendo comigo?
Por que me abstraio daquilo que não é abstrato e me mostro quando deveria me abstrair?
O que estou fazendo comigo?
Por que me permito viver o improvável mas recuso entregar-me ao real desejo do meu ser?
O que estou fazendo comigo?
Por que me envolvo e termino, sempre, em um único beijo de adeus?
O que estou fazendo comigo?

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